Colaboradores

domingo, 9 de dezembro de 2012


DEFICIENCIA E VIOLENCIA DOMESTICA

 

          Já escrevi no blog de ciências sócias um histórico da questão social da pessoa com deficiência, como na historia eram vistos como endemoninhados, pecadores, malignos e depois como pessoas a margem do processo acumulativo.

          Hoje, pessoas com deficiência, principalmente no Brasil, são instadas a fazerem parte do processo acumulativo, tanto como produtores e consumidores de riquezas. Mesmo que seu salario sejam mais baixo, numa desculpa esfarrapada de menos horas de trabalho, um flagrante contra as leis trabalhistas.

          Mas, já algum tempo a questão violência domestica contra crianças e adolescentes e portadores de deficiência tem chamado minha atenção.

          A primeira reflexão é a ausência quase que total de pesquisas sobre o assunto. Estive em um encontro de comunicação de pesquisa do Instituto Fernando Figueira, onde numa belíssima iniciativa um grupo de pesquisadores da área de saúde se debruçou sobre a temática.

          As conclusões não são novidades: ausência completa de dados nos Conselhos Tutelares sobre a vitima de violência domestica ser ou não pessoa com deficiência, invisibilidade da pessoa com deficiência ante ao Conselheiro Tutelar, ou seja, se existe uma denuncia de maus-tratos ou qualquer outra violência, o Conselheiro Tutelar não se encontra conscientizado que de todas as crianças da casa, a criança ou adolescente com deficiência é a potencial vitima mais fragilizada.

          Isso é um caso serio. Não apenas no Conselho Tutelar, como nos serviços de saúde e nas escolas, onde os profissionais estão absolutamente “cegos” para a questão, e despreparados para abordá-la.

          Do pouco que se escreveu sobre o assunto os contornos não são muito diferentes dos casos com crianças/adolescentes não deficientes, isto é, as meninas são as maiores vitimas dos abusos, sendo que crianças/adolescentes com déficit cognitivo são dentre todas as deficiências os mais fragilizados, por não poderem muitas vezes expressar a situação que vivem.

          A negligencia é um dos maus –tratos mais percebidos, principalmente no que se refere a higiene, neste caso, é necessário investigar se a negligencia ocorre devido ao desinteresse da família ou cuidador, ou se existe uma sobrecarga no cuidador, ou se, ainda, a família esta passando por dificuldades econômicas, sociais, sem uma rede de apoio.

          No que se refere aos sinais de abuso não existem grandes diferenças de comportamento entre crianças/adolescentes com deficiência os que não são deficientes. Mudanças de humor, dificuldade de dormir, medo de algum local ou de determinada pessoa, regressão comportamental, irritação em órgãos genitais, isolamento, pouca ou nenhuma higiene, interesse repentino ou demasiado na sexualidade, marcas ou hematomas pelo corpo, são sinais que devem manter o profissional, cuidador ou pais em alerta (às vezes o abusador é o cuidador).

          O profissional que cuida de crianças/adolescentes com deficiência devem sempre criar condições para que a mesma se sinta segura com seu atendimento, de tal forma que possa contar o que se passa com ela. Os pais devem estar atentos aos profissionais que trabalham com seus filhos (alguns até adultos) como cuidadores e outros, observando seu comportamento e também criando um ambiente de confiança para que possa ter confiança em se abrir.

          Cada pai e profissional sabe a medida de compreensão de sua criança/adolescente, portanto, desde cedo ensine os cuidados com seu corpo e a contar os ocorridos do dia. Uma pergunta simples: como foi seu dia? Por vezes é o bastante para que conte sua rotina.

          No mais, sempre atenção com ela e seu comportamento, qualquer suspeita deve-se entrar em contato com Conselho Tutelar de sua cidade. Lembrando sempre: a criança/adolescente é sempre vitima, mesmo que você ouça absurdos como eu ouvi de um individuo sobre uma adolescente com déficit cognitivo que era abusada por um vagabundo da cidade onde fui morar. “ela ia porque gostava, é uma safada.” Nem preciso dizer que estava lidando com um sujeito ignorante e imbecil...

 

 

Cândida Maria Ferreira da Silva – assistente social, graduanda em ciências sociais, especialista em Infância e Violência Domestica pela USP.

 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

CONFERENCIA

O Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (COMDEF-Rio) realizará nos dias 23 e 24/05 o X Fórum Municipal da Pessoa com Deficiência e a III Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O evento será realizado no CIAD Mestre Candeia, localizado na Av. Presidente Vargas, 1.997, auditório 311, no Rio de Janeiro. Inscrições no local.

sábado, 24 de março de 2012

SOBRE ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS

Elaine Cristina Por favor, compartilhem! Isso é sério!!!! Um grupo de pais, amigos e cidadãos, conscientes que a integração do cidadão portador de deficiência começa na mais tenra idade e na escola, vem por este meio manifestar a extrema desilusão e choque que sente com as normas que regem os exames nacionais do ano lectivo de 2...011/2012, pretendendo desta forma manifestar o seu repúdio e TOTAL desagrado pelas mesmas. Após análise do mencionado documento, concluímos que muitos dos alunos com Necessidades Educativas Especiais, que usufruíram de um Programa Educativo Individual com as adequações curriculares individuais e adequações no processo de avaliação previstas nos artigos 18º e 20º do Decreto – Lei nº3/2008 para as disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa estão, este ano letivo, impossibilitados de realizar uma prova final a nível de escola equivalente à prova final de ciclo nacional. Assim sendo pede-se aos pais, amigos e cidadãos que copiem e enviem para o Ministério da Educação, para o endereço e-mail gabinete.ministro@mec.gov.pt, o texto que se segue: "Após leitura das alterações introduzidas pelo despacho normativo n.ºo1/jae/2012, concluímos que muitos dos alunos com Necessidades Educativas Especiais, que usufruíram de um Programa Educativo Individual com as adequações curriculares individuais e adequações no processo de avaliação previstas nos artigos 18º e 20º do Decreto – Lei nº3/2008, nas disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa, estão este ano lectivo impossibilitados de realizar uma prova final a nível de escola equivalente à prova final de ciclo nacional. “Apenas em casos muito excepcionais, os alunos cegos, com baixa visão, surdos severos ou profundos, ou com limitações motoras severas” e, também “excepcionalmente, em 2011/2012, os alunos do 3º ciclo com necessidades educativas especiais, de carácter permanente, do domínio cognitivo e com necessidades especiais de saúde, decorrentes de situações clínicas graves”, podem realizar provas finais, a nível de escola, para conclusão do 3º ciclo. Todos os alunos com Necessidades Educativas Especiais, do domínio emocional, saúde física e/ou comunicação, fala e linguagem, estão impossibilitados de realizar uma prova final, a nível de escola, de acordo com as adequações curriculares individuais e adequações no processo de avaliação que constam no seu Programa Educativo Individual, ao longo do 7º, 8º e 9º anos de escolaridade. Este facto é mais penalizante para os alunos do 6º ano de escolaridade, uma vez que, para além dos mencionados domínios, os alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente, do domínio cognitivo e com necessidades especiais de saúde decorrentes de situações clínicas graves não estão abrangidos pelas referidas derrogações. Por outras palavras, durante todo o 2º ciclo, usufruíram de um Programa Educativo Individual com adequações curriculares individuais e adequações no processo de avaliação e estão impossibilitados de realizar uma prova final, a nível de escola, adequada às mencionadas medidas educativas. Julgamos que os mencionados factos contrariam e impedem uma profícua inclusão de todos os alunos, recordando que os mesmos, ao longo da sua escolaridade, beneficiaram das medidas constantes no D.L. nº3/2008 de 7 de Janeiro, nomeadamente o Artigo 2º (Princípios orientadores), ponto 4, onde se refere que “as crianças e jovens com necessidades educativas especiais de carácter permanente, têm direito ao reconhecimento da sua singularidade e à oferta de respostas educativas adequadas”; o Artigo 16º que define que a "adequação do processo de ensino e de aprendizagem prevê a integração de medidas educativas que visem promover a aprendizagem e a participação dos alunos com necessidades educativas individuais de caracter permanente" (no âmbito das várias medidas previstas, constam as adequações curriculares individuais, no Artigo 18º e no 4 afirma-se que as adequações curriculares podem consistir na introdução de objectivos e conteúdos intermédios em função das competências de ciclo ou do curso, das características e dificuldades específicas dos alunos); e ainda o Artigo 20º, onde se prevê que as adequações ao processo de avaliação podem consistir na alteração do tipo de provas e dos instrumentos de avaliação, bem como das condições de avaliação. Estas questões, colocam-se para o presente ano lectivo e em relação ao futuro. Será que estas condições, se irão manter tanto para o 6º como para o 9ºano? Vimos assim solicitar que sejam defendidos os interesses das crianças abrangidas pelo Decreto Lei nº3/2008 de 7 de Janeiro e que esta norma seja ponderada e ANULADA, em nome da igualdade de direitos, da integração do cidadão com deficiência e por um ensino de qualidade mais justo, inclusivo e não exclusivo. Que as Pessoas com deficiência não sejam excluídas do "sistema educacional geral sob alegação de deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino primário ou do ensino secundário obrigatório e gratuito com base na deficiência" "artigo 24º da CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA" NOTA: Por opção, o documento não segue as regras do novo acordo ortográfico.Ver mais

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Audioteca Sal e Luz

A Audioteca Sal e Luz é uma Instituição Filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados (audiolivros) para pessoas cegas ou com deficiência visual, em todo território nacional e de forma totalmente gratuita. Precisamos ajudar a divulgar esta instituição, pois no momento encontram-se com as atividades encerradas temporariamente por falta de associados que realmente contemplem o trabalho, senão ela irá se extinguir definitivamente e os deficientes não poderão desfrutar da magia da leitura, deixando de conquistar uma qualidade de vida melhor e viver em uma comunidade sem exclusão. Seu acervo conta com mais de 2.700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos até textos e provas corrigidas voltadas para concursos públicos em geral. São emprestados sob a forma de fita K7, CD ou MP3. Se você conhece alguma pessoa cega ou deficiente visual, fale do trabalho da Audioteca, DIVULGUE!!! Para ter acesso ao acervo, basta se associar na sede, que fica situada à Rua Primeiro de Março, 125 - Centro. RJ. Não precisa ser morador do Rio de Janeiro. Só quem tem o prazer na leitura, sabe dizer que é impossível imaginar o mundo sem os livros... Vamos divulgar! http://audioteca.org.br/noticias.htm extraído de http://futurambiental.blogspot.com/2011/11/audioteca-sal-e-luz-audioteca-sal-e-luz.html#.TrvD50eWzho.facebook

Homem é suspeito de violentar adolescente deficiente mental no AM

10/11/2011 00h29 - Atualizado em 10/11/2011 00h29 O pai da menina denunciou o caso à polícia. A criança apresentava hematomas na região dos seios. Do G1 AM Um homem, de 43 anos, suspeito de violentar sexualmente uma menina portadora de deficiência mental, de 13 anos, foi detido por policiais militares, na manhã desta quarta-feira (9), em Manaus. O pai da menina denunciou o caso à polícia. De acordo com informações da Delegacia Geral da Polícia Civil, o fato ocorreu por volta das 2h da madrugada na Rua Gaudêncio Ramos, Bairro São Francisco, Zona Sul de Manaus. Exames preliminares apontaram hematomas na região dos seios, segundo informações repassadas pela polícia. O infrator foi encaminhado à Delegacia Especializada em proteção à criança e Adolescente (DEPCA).

PLANO NACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

O Governo Federal anunciou que lançará no dia 17 de novembro o Plano Nacional da Pessoa com Deficiência. De acordo com comunicado da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), o objetivo do plano é melhorar o acessos destes cidadãos aos direitos básicos, como o acesso ao mercado de trabalho e a mobilidade urbana, sendo que as ações serão divididas em três eixos: educação, saúde e proteção social. A cerimônia de lançamento do plano, segundo comunicado da SDH, contará com a presença da presidente Dilma Rousseff, da ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, além de outros ministros envolvidos na iniciativa. Segundo Antônio José Ferreira, secretário nacional de promoção dos direitos das pessoas com deficiência da SDH, o plano deverá diminuir gradativamente as dificuldades das pessoas com deficiência no País ao inseri-las no mercado de trabalho, a partir de programas de qualificação profissional. Dilma Rousseff lança plano inédito para deficientes Comissão aprova isenção de impostos em equipamentos para deficiente “A partir do plano, as ações do governo estarão sistematizadas para atender com mais agilidade as necessidades das pessoas com deficiência, tornando-se um Brasil mais inclusivo”, explica. Mária do Rosário explicou a iniciativa como uma forma de colocar as políticas para pessoas com deficiência no comando central do governo. “Este é um marco muito importante para este segmento da população brasileira, que precisa ter seus direitos reconhecidos”, afirmou. Fonte: http://invertia.terra.com.br/

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

MARY E MAX - UMA AMIZADE MUITO DIFERENTE

Este filme estreou em: 16 de Abril de 2010 Uma história de amizade entre duas pessoas muito diferentes: Mary Dinkle (voz de Toni Collette), uma menina gordinha e solitária, de oito anos, que vive nos subúrbios de Melbourne, e Max Horovitz (voz de Philip Seymour Hoffman), um homem de 44 anos, obeso e judeu que vive com Síndrome de Asperger no caos de Nova York. Alcançando 20 anos e dois continentes, a amizade de Mary e Max sobrevive muito além dos altos e baixos da vida. Mary e Max é viagem que explora a amizade, o autismo, o alcoolismo, de onde vêm os bebês, a obesidade, a cleptomania, a diferença sexual, a confiança, diferenças religiosas e muito mais.
Por vezes, as pessoas confundem surdez com deficiência auditiva. Porém, estas duas noções não devem ser encaradas como sinônimos. A surdez, sendo de origem congênita, é quando se nasce surdo, isto é, não se tem a capacidade de ouvir nenhum som. Por conseqüência, surge uma série de dificuldades na aquisição da linguagem, bem como no desenvolvimento da comunicação. Por sua vez, a deficiência auditiva é um déficte adquirido, ou seja, é quando se nasce com uma audição perfeita e que, devido a lesões ou doenças, a perde. Nestas situações, na maior parte dos casos, a pessoa já aprendeu a se comunicar oralmente. Porém, ao adquirir esta deficiência, vai ter de aprender a comunicar de outra forma. Em certos casos, pode-se recorrer ao uso de aparelhos auditivos ou a intervenções cirúrgicas (dependendo do grau da deficiência auditiva) a fim de minimizar ou corrigir o problema. Fonte: A Deficiência http://mundodosilencio.blogspot.com/2009/03/qual-diferenca-entre-surdez-e.html

sábado, 22 de outubro de 2011

Artigo - O que é deficiência mental

A deficiência intelectual ou mental é conhecida por problemas com origem no cérebro e que causam baixa produção de conhecimento, dificuldade de aprendizagem e um baixo nível intelectual. Entre as causas mais comuns deste transtorno estão os fatores de ordem genética, as complicações ocorridas ao longo da gestação ou durante o parto e as pós-natais. O grande enigma que se coloca diante dos pesquisadores é como detectar ainda na vida dentro do útero estas características. Embora seja possível identificar a maior parte dos casos de deficiência mental na infância, infelizmente este distúrbio só é percebido em muitas crianças quando elas começam a freqüentar a escola. Isso acontece porque esta patologia é encontrada em vários graus, desde os mais leves, passando pelos moderados, até os mais graves. Nos casos mais sutis, os testes de inteligência direcionados para os pequenos não são nada confiáveis, torna-se então difícil detectar esse problema. Nos centros educacionais as exigências intelectuais aumentam e aí a deficiência mental torna-se mais explícita. Um mito em torno da Deficiência Mental, e isso influi no diagnóstico, é acreditar que a criança com este problema tem a aparência física diferente das outras. Como foi dito acima, as de grau mais leve não aparentam ser deficientes, assim não se deve esperar encontrar este sinal clínico para caracterizar a pessoa com necessidades especiais. Pode-se encontrar uma exceção nos que acusam um distúrbio mais grave e severo, assim como na Síndrome de Down, que apresentam em comum fisionomias semelhantes. Como a deficiência mental está entre as síndromes consideradas anormais, é importante definir o que é normal para os especialistas, quais referências eles adotam para estabelecer se uma criança possuiu alguma deficiência. O fator mais associado à idéia de normalidade é a capacidade da criança de se adequar ao objeto ou ao seu universo. Mas geralmente este distúrbio psíquico é considerado como uma condição relativa da mente, comparada com as outras pessoas de uma mesma sociedade. O tratamento deve incluir o acompanhamento simultâneo do médico, do fisioterapeuta, da terapia ocupacional, do fonoaudiólogo, do psicólogo, do pedagogo, entre outros. Assim, é possível amenizar as conseqüências deste problema. O diagnóstico precoce também é fundamental para oferecer à criança uma melhor qualidade de vida e resultados mais eficientes – estas técnicas de detecção prematura, realizadas por vários profissionais ligados aos campos da reabilitação e da puericultura, ramo da medicina que ensina a criar e a desenvolver moral e fisicamente as crianças, são conhecidas como Avaliação do Desenvolvimento e Estimulação Precoce. Como a criança tem suas funções intelectuais comprometidas, ela pode também ter dificuldades em seu desenvolvimento e no seu comportamento, principalmente no aspecto da adequação ao contexto a que pertence, mas igualmente nas esferas da comunicação, do cuidado consigo mesma, dos talentos sociais, da interação familiar, da saúde, na segurança, no desempenho acadêmico, no lazer e no campo profissional. A deficiência intelectual manifesta-se no paciente sempre no estágio anterior aos dezoito anos de idade. Assim fica claro que, ao contrário da Demência, a Deficiência Mental se caracteriza pelos transtornos no desenvolvimento, não por degenerações cognitivas. É importante não confundir Deficiência Mental ou Intelectual com Doença Mental. A pessoa com necessidades especiais mantém a percepção de si mesmo e da realidade que a cerca, sendo capaz de tomar decisões importantes sobre sua vida. Já o doente mental tem seu discernimento comprometido, caracterizando um estado da mente completamente diferente da deficiência mental, embora 20 a 30% dos deficientes manifestem algum tipo de ligação com qualquer espécie de doença mental, tais como a síndrome do pânico, depressão, esquizofrenia, entre outras. As doenças mentais atingem o comportamento das pessoas, pois lesam outras áreas cerebrais, não a inteligência, mas o poder de concentração e o humor. Texto de Ana Lucia Santana, adaptado para divulgação no site do Instituto Indianópolis. Fonte: http://www.infoescola.com/psicologia/deficiencia-mental/

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

UM ANÃO PODE SER UM GRANDE ATOR?

Toda vez que assistimos um filme, novela, serie, ou coisas assim, um anão (pessoa que sofre de nanismo) é apresentado como um palhaço de circo ou da industrias de entreterimento. Em programas de baixo nivel no Brasil, eles são constantemente ridicularizados numa tentativa "ridicula e tosca" de fazer humor como acontece por exemplo no Panico e em alguns programas do SBT. Seja como for pessoas com nanismo parecem nao serem vistas como pessoas, mas, palhaços que nos devem fazer rir. E foi com satisfação que vi o ator Peter Dinklage, Tyrion Lanister, da serie Game Of Trones ganhar o Emmy de melhor ator coadjuvante de serie dramatica. Dinklage cresce na tele, é um personagem intenso, amargurado pela sua condição de nanismo, consciente do desprezo do pai, que luta por ser repeitado. É inteligente, sarcastico, diferente de seu belo irmão (que parece o principe encantado do filme Shreck) é astuto no que se refere a politica. Na primeira temporada deu seu recado mostrando o drama de um homem marcado pela deficiencia e o derespeito daqueles que estavam ao seu redor, tornando-se um grande cinico. Na segunda temporada será a Mão do Rei do seu "mimado sobrinho" e da malévola irma. O que será que nos espera em sua brilhante atuação? Parabens...a grandeza do talento nao esta na estatura de um ator, nem se nao é surdo, cego, deficiente fisico, mas, na sua capacidade de nos comover e nos fazer acreditar no que ele nos diz atraves de sua arte.

Brasil: 77% dos portadores de deficiência se sentem desrespeitados

Pesquisa sobre a condição de vida dos deficientes no Brasil, realizada pelo DataSenado, aponta que as pessoas com deficiência não têm seus direitos respeitados no País. Essa é a opinião de 77% dos 1.165 portadores de deficiência (759 deficientes físicos, 170 visuais e 236 auditivos) entrevistados entre 28 de outubro e 17 de novembro. O estudo foi realizado com base no cadastro do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), com 10.273 registrados. “As pessoas se sentem sem acesso aos serviços, desrespeitadas no seu direito de ir e vir, e o importante é que elas estão percebendo isso. O preconceito ficou tão natural, como quando um deficiente físico é carregado para entrar no ônibus que não tem elevador, que as pessoas não percebem como preconceito”, destaca a superintendente do IBDD, Teresa Costa D”Amaral. Confira outros pontos abordados na pesquisa: - Adaptação Os prédios públicos estão mais adaptados (18% responderam que a maioria tem acesso) que os comerciais (12% de respostas favoráveis). - Locomoção As ruas e calçadas são o grande entrave para a locomoção dos portadores de deficiência: para 87%, nenhuma ou poucas das ruas estão adaptadas em sua cidade. Quatro em cada dez entrevistados deixaram de ir a algum lugar porque a estrutura física não estava adaptada. - Transporte público 43% dos entrevistados disseram que são atendidos por transporte público em sua cidade; 51% relataram que a principal falha do transporte público é a falta de veículos adaptados; 26% se queixaram da falta de colaboração dos funcionários; 23% reclamaram que os outros passageiros desrespeitam o assento preferencial. - Lazer 64% dos deficientes físicos e 51% dos visuais gostariam de praticar esportes, mas não podem por falta de acesso; 25% dos deficientes auditivos gostariam de ir ao teatro; e 23% dos deficientes visuais iriam ao cinema, se as salas fossem adaptadas. - Prevenção de doenças A falta de atuação mais firme do Estado na prevenção e tratamento aos deficientes também foi um dos pontos de destaque na pesquisa: para 64% das pessoas consultadas no levantamento, a prevenção de doenças que leva a deficiências é pouco eficiente. - Discriminação 43% disseram que se sentem discriminados no ambiente de trabalho – o índice chega a 63% entre os deficientes auditivos e 44% entre os visuais. A pesquisa foi feita pelo telefone. Deficientes auditivos responderam por e-mail, após receberem mensagem com um filme explicativo sobre o estudo, com interprete da linguagem de sinais. http://www.blogdasaude.com.br/saude-social/2010/12/16/brasil-77-dos-portadores-de-deficiencia-se-sentem-desrespeitados/

UMA IMAGEM VALEM MIL PALAVRAS